Desilusão
Ela acreditava.
Na esperança de apagar seus dias tristes em busca de gozo,
Mas não conseguia ver que essa aventura só a amargava.
Foi assim acreditando que ela alçou vôos altos sem a certeza do pouso.
Ela viajava.
Dias e noites em pensamentos onde só o sol brilhava,
E em meio a tantas falsas esperanças,
Agora nada mais são do que lembranças.
Ela sonhava.
Ela se permitia loucas escapadas.
E parecia que nada mais a importava,
Apenas vivia histórias que pensava jamais serem contadas.
Ela tinha um apetite insaciável.
Que a cegava e brincava com o errado pensando ser o certo,
Ela era refém de um desejo nada maleável,
Ela brincava em segredo crendo que seria secreto.
Ela era o fogo ardente e o gelo que reluzia.
E enquanto ela se envolvia,
Acreditava, viajava, sonhava, vivia...
Ela não esperava que mais à frente sofreria.
Ela não percebia que se feria com os espinhos do sentimento que plantou.
E da tragédia emocional que culminou,
Do solo seco que em seu interior não mais haveria plantio,
Ela fez de seus sentimentos proprietário de um túmulo vazio.
Autora: Dandara Carvalho
Murmúrios de uma alma atormentada - pt.1
Como pode existir o gosto pelo sofrimento?
Como pode alguém buscar algo e estar fadado a só conseguir lamento?
Como pode alguém aceitar tanto tormento?
Tenho um carcereiro que cuida da minha alma.
Murmúrios de uma alma atormentada - pt.2
Tenho andado por caminhos escuros
Tenho vivido dias de agonia,
Tenho sonhado em estar seguro
E mesmo tendo procurado, não tenho encontrado alegria.
Murmúrios de uma alma atormentada - pt.3
Mas são só murmúrios, lamentos de uma alma que busca calor
Súplicas de uma inquietude carnal
Uma alma despedaçada por tristes fatos, e um coração sofredor,
Buscando nesse frio espiritual
Alguém que me mostre o amor.
Autora: Dandara Carvalho