Desilusão
Ela acreditava.
Na esperança de apagar seus dias tristes em busca de gozo,
Mas não conseguia ver que essa aventura só a amargava.
Foi assim acreditando que ela alçou vôos altos sem a certeza do pouso.
Ela viajava.
Dias e noites em pensamentos onde só o sol brilhava,
E em meio a tantas falsas esperanças,
Agora nada mais são do que lembranças.
Ela sonhava.
Ela se permitia loucas escapadas.
E parecia que nada mais a importava,
Apenas vivia histórias que pensava jamais serem contadas.
Ela tinha um apetite insaciável.
Que a cegava e brincava com o errado pensando ser o certo,
Ela era refém de um desejo nada maleável,
Ela brincava em segredo crendo que seria secreto.
Ela era o fogo ardente e o gelo que reluzia.
E enquanto ela se envolvia,
Acreditava, viajava, sonhava, vivia...
Ela não esperava que mais à frente sofreria.
Ela não percebia que se feria com os espinhos do sentimento que plantou.
E da tragédia emocional que culminou,
Do solo seco que em seu interior não mais haveria plantio,
Ela fez de seus sentimentos proprietário de um túmulo vazio.
Autora: Dandara Carvalho
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