November 25, 2012


Desilusão

Ela acreditava.

Na esperança de apagar seus dias tristes em busca de gozo,

Mas não conseguia ver que essa aventura só a amargava.

Foi assim acreditando que ela alçou vôos altos sem a certeza do pouso.


Ela viajava.

Dias e noites em pensamentos onde só o sol brilhava,

E em meio a tantas falsas esperanças,

Agora nada mais são do que lembranças.


Ela sonhava.

Ela se permitia loucas escapadas.

E parecia que nada mais a importava,

Apenas vivia histórias que pensava jamais serem contadas.


Ela tinha um apetite insaciável.

Que a cegava e brincava com o errado pensando ser o certo,

Ela era refém de um desejo nada maleável,

Ela brincava em segredo crendo que seria secreto.


Ela era o fogo ardente e o gelo que reluzia.

E enquanto ela se envolvia,

Acreditava, viajava, sonhava, vivia...

Ela não esperava que mais à frente sofreria.


Ela não percebia que se feria com os espinhos do sentimento que plantou.

E da tragédia emocional que culminou,

Do solo seco que em seu interior não mais haveria plantio,

Ela fez de seus sentimentos proprietário de um túmulo vazio.


Autora: Dandara Carvalho

No comments:

Post a Comment