Seus pés estão livres para trilhar os melhores caminhos,
Porém são as matas mais densas que lhe apetecem.
Seus sonhos eram grandiosos e frutíferos
Mas em si só tristezas florescem.
Sua cabeça, vazia de perspectivas.
Seus pensamentos em um interminável eco.
Seu coração por mais nada aviva.
Seu íntimo, não visa mais que o próprio ego.
E na ausência de esperança,
Seu coração está sempre em débito
Não consegue se livrar das lembranças
Mas sempre implora por um último crédito
Não consentido, não querido,
Acrescido de ódio e facilmente despedido
Para que corra de mim,
Ou que morra no fim.
Autora: Dandara Carvalho




