E fez germinar na criatura de coração alado
Um emaranhado de dúvidas deslocadas
E o detentor da vida fora machucado
Por súbitas e inesperadas quedas
Seu desejo tornou-se opaco
Pois da solidão que a venera
Já sente seu ritmo fraco
E o coração que desacelera
Não é preciso muito para ver
Que se tornastes o que mais temia
Já não sente mais o corpo enaltecer
Com a alegria que outrora a preenchia
Suas asas não mais crescem
Antigos hábitos não o enobrecem
Não mais os seus dias lhe apetece
E à luz do mundo, desaparece
Autora: Dandara Carvalho

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